quarta-feira, 19 de maio de 2010

O CONSUMIDOR 2.0


SÃO PAULO - No competitivo varejo online, o uso de tags, buscas e redes sociais virou obrigação e o consumidor é quem decide.
"Chegamos em um momento do mercado em que todos os principais players já têm bons preços, pagamento parcelamento, credibilidade e facilidades no parcelamento. É aí que entram as ferramentas da web 2.0 como diferencial, com o desafio de passar de uma experiência de transações para uma experiência também de conteúdo", disse Marcelo Tripoli, CEO da iThink, durante o Seminário INFO, em mesa moderada pela diretora de redação da revista INFO Débora Frotes.
Os especialistas dizem que as indicações de um outro consumidor ou de um amigo valem tanto ou mais do que os preços ou que as informações oficiais de um produto. Assim, as empresas precisam prover mais informações e prezar ainda mais pela transparência nas ofertas. "O usuário busca o equilíbrio entre o conteúdo técnico e o conteúdo gerado pelo consumidor, ele quer sabera opinião dos amigos e assim o marketing pelo marketing perde força. As empresas precisam ficar mais sinceras", resumiu Marcelo Lobianco, diretor de publicidade do iG.
A interação com o cliente não se resume apenas ao comprador em potencial. De acordo com Paulo Pedó Filho, gerente-geral da marca Melissa, a web é uma valiosa ferramenta para o relacionamento depois da venda. "Nossos pontos de contato da marca sempre permitem a colaboração das consumidoras, e notamos que na maioria das vezes elas se comportam mais como fãs do que como compradoras. Já colocamos e tiramos produtos de linha seguindo pedidos das usuárias", exemplificou Pedó.
O aumento na interação entre o cliente e a marca via web, no entanto, não é garantia do aumento de vendas online. Muita vezes, a internet é o primeiro passo para uma compra, que pode acontecer nas lojas tradicionais. É o consumidor quem decide. "Não há como medir a influência da web na loja física e vice-versa. O ideal é detectar os padrões de comportamento dos consumidores, medindo a influência do canal internet", disse Flavio Dias, diretor geral de E-Commerce do Wal-Mart Brasil.
FONTE:http://info.abril.com.br

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