

Na última década, a velocidade das inovações exigiu tamanha articulação que os países ricos passaram a desenvolver uma proposta para a sociedade como um todo, a era da Sociedade da Informação.
Sociedade da Informação é um termo - também chamado de Sociedade do Conhecimento ou Nova Economia - que surgiu no fim do Século XX, com origem no termo Globalização. Este tipo de sociedade encontra-se em processo de formação e expansão por todo mundo, tendo o Japão como um dos países pioneiros em seu desenvolvimento.
A sociedade não é um elemento estático, muito pelo contrário está em constante mutação e como tal, a sociedade contemporânea está inserida num processo de mudança em que as novas tecnologias são as principais responsáveis.
Este novo modelo de organização das sociedades assenta num modo de desenvolvimento social e econômico onde a informação, como meio de criação de conhecimento, desempenha um papel fundamental na produção de riqueza e na contribuição para o bem-estar e qualidade de vida dos cidadãos. Condição para a Sociedade da Informação avançar é a possibilidade de todos poderem aceder às Tecnologias de Informação e Comunicação, presentes no nosso quotidiano que constituem instrumentos indispensáveis às comunicações pessoais, de trabalho e de lazer.
A tecnologia e a informação são grandes agentes transformadores do comportamento social e de consumo, mudando radicalmente o desenho estratégico dos negócios varejistas e exigindo uma profunda reformulação na comunicação e no marketing.
Além disso, a tecnologia é responsável pelo um forte impacto transformador na comunicação, especialmente quando se trata dos consumidores mais jovens, que estão dispostos a se relacionar com marcas e produtos por meio de recursos como celulares, games, mensagens instantâneas, MP3 players e blogs. Um processo que só deverá se intensificar com a entrada de mais jovens no mercado.
Em todo o mundo, o varejo precisa aprofundar o estudo e o conhecimento dos Neoconsumidores que, utilizando intensivamente a internet e o telefone celular, são multimídia, multicanal e têm padrões de comportamento totalmente distintos em relação às gerações anteriores. A simples oferta de produtos não é suficiente para obter a preferência, quanto mais a fidelidade, desse público. Sua relação com canais, formatos, marcas e produtos será muito diferente da que hoje temos como referência.
Há estimativas de que ainda este ano, cerca de 100 milhões de brasileiros tenham acesso à rede mundial de computadores, reforçando o fenômeno que o filósofo Manuel Castells chama de ‘Sociedade em Rede’, reflexão trazida por ele desde a década de 70, mas, que só nos últimos anos tem tomado forma e se concretizado, inclusive aqui no Brasil, um país que, apesar de não estar no 1º mundo, está sempre acompanhando as novidades tecnológicas além de ter indiscutíveis traços de sociabilidade fazendo com que as redes sócio-virtuais só intensifiquem as relações interpessoais. Já podemos afirmar que nosso país já está bastante engajado nessa tendência global liderada pelos Estados Unidos.
Vivemos, portanto, nos últimos dez anos mudanças profundas no comportamento dos consumidores. Mudanças provocadas não somente por fatores tecnológicos mas também demográficos, econômicos e competitivos, onde o desejo de fazer a diferença, de transpor a invisibilidade é uma característica marcante que deve ser levado a sério, principalmente pelos profissionais de marketing.
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